Cristã é perseguida pela família e foge de casa na Ásia Central
Publicado em 13 Mai 2026 • Atualizado em 19 Mai 2026

O testemunho de Aizada (pseudónimo), da Ásia Central, ajuda-o a compreender como é o dia a dia dos cristãos perseguidos e quais são as suas angústias. Aizada praticou a fé em segredo durante muitos anos por medo da reação da sua família. Sempre que ia à igreja e alguém lhe perguntava onde ia, respondia apenas que se iria encontrar com amigos.
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Certo dia, durante uma reunião de oração, o seu telemóvel tocou. Era o seu irmão. Sentindo que algo estava errado, Aizada atendeu. A gritar, o irmão disse-lhe para olhar para trás. Dentro de um carro estava a família da cristã.
“Fiquei ansiosa, mas, naquele momento, senti coragem e força vindas de Deus”, conta Aizada.
A reação da família foi violenta. O irmão forçou-a a entrar no carro e o seu telemóvel, dinheiro e documentos foram confiscados. Ao chegar a casa, os familiares interrogaram-na sobre a sua fé, passando rapidamente de perguntas agressivas para violência física.
Mesmo sendo agredida, humilhada e isolada durante vários dias, Aizada permaneceu firme na fé. A família tentou de tudo para fazê-la regressar ao islamismo, mas sem sucesso. Trancada em casa, Aizada utilizou o telemóvel da mãe às escondidas e ligou às amigas da igreja, que oraram por ela e garantiram que a ajudariam caso conseguisse escapar.
Uma decisão difícil
Aizada colocou alguns poucos pertences pessoais num saco de lixo e escondeu-o no quintal, aguardando uma oportunidade para fugir. No dia em que conseguiu escapar, foi acolhida por irmãos da igreja, mudando frequentemente de casa para despistar a família e as autoridades.
Entretanto, a família de Aizada conseguiu descobrir o número do seu novo telemóvel. Ela recebeu mensagens com ameaças que a deixaram com medo. Percebendo que não conseguiria continuar a viver daquela forma, decidiu fugir do país.
Hoje, vive noutra região da Ásia Central, está casada com um homem cristão e tem três filhos.
No ano passado, a cristã visitou a família pela primeira vez juntamente com o marido e os filhos. Aizada e a mãe reconciliaram-se, mas o irmão recusou-se a encontrá-la e a aceitar a sua fé.
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