Leah Sharibu completa oito anos em cativeiro na Nigéria
Publicado em 19 Fev 2026

Hoje, Leah Sharibu completa oito anos em cativeiro na Nigéria. A jovem cristã tinha 14 anos quando foi raptada juntamente com outras centenas de meninas pelo Boko Haram, em 19 de fevereiro de 2018.
Apesar de não haver atualizações recentes sobre Leah e de muitos já se terem esquecido dela, continuamos a orar pela sua libertação e pelo seu regresso seguro a casa.
O rapto de Leah Sharibu ocorreu na escola Government Girls’ Science and Technical College, em Dapchi. A maioria das meninas foi libertada, algumas perderam a vida durante o cativeiro, mas Leah recusou-se a negar Jesus e a converter-se ao islamismo, permanecendo por isso em cativeiro até hoje.
Com o passar dos anos, o Boko Haram fragmentou-se; o ISWAP, uma ramificação mais recente do grupo extremista, também é apontado como responsável por manter Leah cativa.
Sequestrada pelo Boko Haram: a história de Alheri

Há poucos dias, parceiros locais conversaram com três jovens apoiadas pelo projecto de cuidados pós-trauma da Portas Abertas. Tal como Leah, elas foram capturadas pelo Boko Haram, mas conseguiram escapar. A seguir, conheça a história de Alheri, que foi sequestrada quando tinha apenas 12 anos.
“Eu tinha uma vida doce. Era pequena nessa altura. Tinha 12 anos. Apenas varria e limpava. De repente, estava casada”, relata Alheri sobre o casamento forçado com um dos militantes.
Em setembro de 2014, o Boko Haram invadiu o vilarejo onde Alheri vivia. Nesse dia, a infância da jovem cristã foi roubada. Alheri passou seis anos com o Boko Haram e, durante esse período, sofreu abusos constantes e teve dois abortos espontâneos. O abuso físico era agravado pelo facto de ela ser cristã.
“Eles batiam-nos e diziam que devíamos tornar-nos muçulmanas e aceitar a doutrina deles, ou seríamos mortas. Eu não renunciei à minha fé, mas eles obrigavam-nos a ler o Alcorão”, conta Alheri.
A oração de uma menina no cativeiro na Nigéria
“Deus, por favor, resgata-me, tira-me daqui, ó Deus Altíssimo. Eu sirvo-Te de coração inteiro. Deus, tira-me daqui. Sou apenas uma menina pequena, não sei nada.”
Em 2021, Alheri e outras cinco meninas viram uma oportunidade e fugiram. Mas, ao regressar, a mãe de Alheri morreu de ataque cardíaco. É muito comum que pais e familiares desenvolvam pressão alta ou diabetes devido ao stress de esperar notícias dos filhos sequestrados.
Além disso, Alheri tornou-se alvo de insultos na comunidade. Por isso, o apoio que recebeu no Centro Shalom de cuidados pós-trauma foi essencial.
“As pessoas que trabalham aqui não têm nojo de nós. Não nos rejeitaram nem nos condenaram por termos vindo do campo do Boko Haram. Pelo contrário, acolheram-nos. As coisas que eu sentia antes, como dor de estômago ou o coração a bater acelerado, já não sinto. Honestamente, os dias que passei aqui mudaram a minha vida”, partilha Alheri.
Unidas em oração por Leah Sharibu

Alheri foi sequestrada antes de Leah e só ouviu falar dela depois de escapar. Ela e as outras meninas oram por Leah e por todas as jovens cristãs que continuam em cativeiro.
“O Deus que me resgatou também resgatará Leah e outras meninas sequestradas. Que o Senhor tire o sofrimento delas e as traga de volta a casa, como fez connosco”, encoraja Alheri.
Você pode ajudar a transformar a realidade de cristãos vítimas de violência extrema por amor a Jesus na África Subsaariana, como Leah Sharibu. Assine a petição Desperta África e mostre que os nossos irmãos na fé não estão sozinhos.
Como orar por Leah Sharibu?
- Ore para que Leah Sharibu seja sustentada pela graça de Deus e que, em breve, seja liberta.
- Peça ao Senhor que console e fortaleça os pais de Leah, que vivem abatidos pela longa espera.
- Interceda pelos extremistas responsáveis pelos sequestros na Nigéria, para que o Senhor toque os seus corações e os transforme pela graça salvadora de Jesus.
A Redação Portas Abertas Portugal é a equipe editorial de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco à segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.
Artigos relacionados

Quem é Leah Sharibu?

Quem são os cristãos de origem muçulmana?






