Como são afetados os cristãos pelos protestos no Irão?
Publicado em 16 Jan 2026

Uma onda de protestos nacionais começou a 28 de dezembro de 2025 no Irão. As manifestações tomaram as ruas como reflexo das pressões económicas e dos desafios de subsistência no país, agravados num contexto em que a dignidade, a justiça e a própria vida dos iranianos são ameaçadas. Saiba mais sobre o Irão, o 10.º país da Lista Mundial da Perseguição 2026.
O maior massacre da história contemporânea do Irão
A resposta das autoridades aos protestos continua a ser a repressão violenta. As forças iranianas estão a confiscar antenas Starlink em meio a um bloqueio total de internet e media no país, que já dura há cinco dias. Alguns serviços internacionais de telefonia começaram a funcionar de forma intermitente na terça‑feira, sendo a única forma de comunicação com o exterior.
Estima‑se que mais de duas mil pessoas tenham sido mortas, segundo a Reuters, e 12 mil presas, segundo o canal de televisão Iran International. Este é o maior massacre da história contemporânea do Irão; contudo, é também o protesto mais esperançoso desde 2019, indicando que os iranianos acreditam numa mudança para a nação.
Os cristãos estão envolvidos nos protestos no Irão?
Alguns cristãos iranianos têm participado nos protestos de diferentes formas. Seja diretamente nas ruas ou firmes em oração e solidariedade, o envolvimento dos cristãos nas manifestações acontece, antes de tudo, como cidadãos iranianos. Como cristãos de língua persa, sem locais de culto autorizados pelo governo e sob constante pressão, o desejo por mudança é profundamente pessoal. Mas eles entendem o momento presente como um movimento nacional unificado, não uma revolta religiosa. Entenda porque aqueles que deixam o islão para seguir Jesus não podem frequentar igrejas na teocracia iraniana.
“O nosso amado Irão clama por justiça, dignidade e um futuro onde cada cidadão, incluindo os cristãos, possa viver em paz e com oportunidades, livre do medo e da pobreza”, relata um cristão iraniano.
Cristãos de origem muçulmana são especialmente vistos como uma ameaça. As autoridades continuam a processar convertidos e líderes de igrejas domésticas sob acusações de “segurança nacional” e “propaganda”, com penas severas de prisão.
Embora a situação atual não seja um ataque direto aos cristãos no país, eles fazem parte deste caos em curso. Pedimos que continue a orar pelos iranianos nestes tempos de turbulência e pelo futuro do país.
Socorra cristãos perseguidos no Irão
Há 70 anos, a Portas Abertas ajuda cristãos nos países onde seguir Jesus é mais perigoso. Com uma doação, envia alimentos, Bíblias, formação e assistência jurídica aos cristãos perseguidos no Irão e noutros 50 países da Lista Mundial da Perseguição 2026.
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