Menina resiste à perseguição através da adoração
Publicado em 20 Dez 2025 • Atualizado em 16 Dez 2025

A Portas Abertas contou parte da história de Alicia* no México. A menina de 12 anos foi perseguida juntamente com outras famílias cristãs na sua comunidade indígena. Perderam acesso à eletricidade, à água e às terras que cultivavam.
Em meio à intensa perseguição que enfrentava, a jovem Alicia encontrou refúgio e força na adoração. O quarto tornou-se o seu lugar secreto com Deus e, com o seu violão, louvava ao Senhor. “No louvor, encontrei respostas. A música ajuda-me a comunicar com Deus. Estou sempre a cantar para Ele, mesmo na minha mente ou enquanto faço as tarefas de casa”, afirma a adolescente.
Alicia aprendeu a tocar violão ainda em criança, depois de missionários visitarem a sua comunidade para realizar atividades com crianças e partilhar a mensagem de Jesus. Embora não fosse o seu primeiro contacto com Cristo, a experiência marcou um ponto decisivo na sua jornada espiritual, ensinando-lhe uma forma profunda e pessoal de se conectar com Deus.
A jovem também relatou ter tido visões em que Deus a encorajava a não temer. Segundo ela, as palavras divinas eram: “Eu estou aqui. Eu sou teu Pai. Estou a cuidar de ti. Tenho um plano maior para ti”. A Bíblia também se tornou uma fonte de fortaleza, com passagens como Josué 1.9 e as histórias de Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.
No auge da perseguição, Alicia começou a escrever um diário de oração. “Escrevi para lembrar o que vivi e como Deus me ajudou a superar isso. Assim, quando tempos difíceis vierem de novo, poderei permanecer firme na fé e continuar em frente”, explica.
A música e a oração também se transformaram numa “arma” de resistência para os cristãos da comunidade. Sem eletricidade, adoravam a Deus à luz de velas. “Cantávamos canções que expressavam como nos sentíamos e nos permitiam derramar o nosso coração diante de Deus”, conta Alicia.
Força e restauração

Junto com os demais cristãos que ficaram, uniram-se em jejum e oração por orientação. O esforço resultou numa reviravolta: os líderes locais permitiram que a família ficasse na aldeia após o pagamento de uma multa. Aos poucos, os seus direitos foram restaurados e os serviços básicos religados. Embora não tenha recuperado a terra, o pai de Alicia foi autorizado a trabalhar na propriedade de um vizinho.
Assim que a perseguição contra os cristãos indígenas começou, parceiros locais da Portas Abertas visitaram as famílias. Doze delas participaram num treino focado em como responder à perseguição de forma bíblica. “Entendemos que Deus estava connosco. Não importava quanto tempo durasse a perseguição, Ele providenciaria uma saída”, explica Flor*, mãe de Alicia.
Os ensinamentos enfatizaram a importância de orar e perdoar os inimigos, o que foi transformador para Flor. “Lentamente, o meu coração começou a curar-se e comecei a perdoar”, garante. Inspirada pelos pais, Alicia também passou a orar por aqueles que fizeram mal à sua família. “Orei para que percebessem que o que estavam a fazer era errado e para que Deus lhes mostrasse que Ele é o único Deus”, revela a adolescente.
Além do apoio espiritual, a Portas Abertas ajudou as famílias cristãs da aldeia com um projeto de criação de ovelhas, um pequeno negócio que as auxiliará a pagar dívidas e a depender menos da comunidade para o seu sustento.
Hoje, Alicia e os outros cristãos podem seguir Jesus, mas ainda enfrentam sérias restrições. “Não podemos construir uma igreja ou falar abertamente sobre as nossas crenças. Se tentarmos, podem tirar tudo de novo”, explica. Apesar disso, reúnem-se em suas casas, adoram Jesus e oram pela comunidade. “Espero que Deus toque o coração deles e mude os seus costumes para que nos permitam seguir Jesus livremente”, finaliza a adolescente.
Nomes alterados por segurança.
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A Redação Portas Abertas Portugal é a equipe editorial de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco à segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.
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