Por que a igreja na Síria tem diminuído?
Publicado em 06 Mar 2026 • Atualizado em 16 Mar 2026

O dia 15 de março de 2011 marcou o início da guerra civil na Síria, quando protestos populares pró‑democracia foram violentamente reprimidos pelo governo de Bashar al‑Assad. Já passaram mais de dez anos desde que o Estado Islâmico invadiu o Leste da Síria, em 2013, avançando depois para o Norte do Iraque e proclamando um califado em 2014. Milhares de cristãos fugiram para proteger as suas famílias da violência extremista, o que fez com que a população cristã no Iraque e na Síria diminuísse drasticamente.
É difícil saber ao certo quantos seguidores de Jesus ainda permanecem na região. A Síria não realizou nenhum censo profundo nos últimos 20 anos. A World Christian Database, usada como referência na Lista Mundial da Perseguição, também não apresenta números exatos sobre os cristãos sírios.
O que existe são testemunhos de líderes cristãos locais, estimativas aproximadas e relatos de parceiros da Portas Abertas. Todas essas fontes apontam para um êxodo significativo de seguidores de Cristo.
A Portas Abertas estima que restem cerca de 300 mil cristãos na Síria atualmente, dezenas de milhares a menos do que há uma década. Esta redução deixa a igreja ainda mais exposta.
Em muitas regiões onde a segurança nacional é frágil ou inexistente, os cidadãos sírios procuram proteção ao integrar‑se em tribos locais. Mas isso não é uma opção para muitas famílias cristãs nativas, que geralmente não pertencem a nenhuma tribo. A cultura tribal, fortemente influenciada pelo islão, vê a conversão ao cristianismo como uma traição, o que resulta em oposição de famílias e líderes comunitários contra a igreja.
Apesar do futuro incerto, os cristãos sírios permanecem firmes e contam com as suas orações.
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